terça-feira, 29 de outubro de 2013

Entrevista com o candidato a presidente da Chapa 2, Cristiano Moreno

Recém-eleito para o cargo de Diretor Jurídico do Sindicato dos Bancários do Pará, triênio 2013/2016, o candidato a presidente da CHAPA 2 - AEBA para tod@s: União, Democracia e Luta, Cristiano Moreno, já participou de três outras eleições para representar os empregados do Banco da Amazônia: foi eleito duas vezes para membro da CIPA na Matriz e no CONSAD recebeu mais de 300 votos.

É um candidato que tem comprovada experiência sindical, disposição de sobra e a capacidade de mobilização necessária para colocar a AEBA no rumo certo. Nesta entrevista, ele fala sobre a importância deste processo eleitoral, das motivações que levaram à candidatura da CHAPA 2 - AEBA para tod@s: União, Democracia e Luta e das propostas para ampliar as conquistas dos associados da AEBA.

Qual a importância dessa eleição para a AEBA?

É a chance de resgatar a nossa associação para uma linha democrática e combativa. Trabalho no RH do Banco da Amazônia e converso com os empregados. Sei que muitos associados não se sentem representados pela entidade e criticam a falta de diálogo da gestão com a base. Não escondo a minha oposição à essa política que vem sendo encaminhada em nossa associação. Uma política personalista que, de forma alguma trouxe benefícios para os associados. Acredito que um dos grandes erros da atual gestão foi manifestar apoio a um candidato que concorria ao CONSAD. O resultado dessa decisão unilateral da diretoria foi o desgaste desnecessário de explicar a possibilidade de a AEBA ser favorável à lateralidade, medida extremamente prejudicial aos empregados do Banco da Amazônia.

O que motivou a construção da Chapa 2 – AEBA para tod@s: União, Democracia e Luta?

Decidimos nos reunir enquanto oposição à atual diretoria da AEBA porque não aceitamos a utilização da nossa entidade para fins pessoais nem com o repasse de recursos para manter ou financiar esquemas partidários que, de fora, dirigem a atuação da AEBA e defendem interesses outros, que não os dos empregados do Banco da Amazônia. Também não compactuamos com essa postura intransigente, fechada em si mesma, de não fortalecer a unidade na Campanha Salarial, de não aceitar negociar, não ter proposta efetiva e só ficar repetindo os mesmos discursos de sempre. Queremos uma AEBA comprometida com a volta da democracia para encaminhar o que os associados querem e não o que um grupo minoritário quer.

Quais são as principais propostas de trabalho da Chapa 2 – AEBA para tod@s: União, Democracia e Luta?

Temos muitas propostas, todas muito importantes para os associados da AEBA, mas posso citar algumas das nossas bandeiras de luta como: resgatar a credibilidade da AEBA frente às lutas gerais dos trabalhadores e específicas dos empregados do Banco da Amazônia; retomar a representatividade da AEBA dentro do Banco da Amazônia; lutar por um novo modelo para o Plano Saúde Amazônia; e o fornecimento de refeições a preço de custo para os associados. Entretanto, inicialmente, nosso maior objetivo é regularizar a grave situação financeira da AEBA. Para isso, é preciso estreitar o diálogo com os associados, apresentar os demonstrativos financeiros e, a partir daí, propor medidas que visem recuperar o saldo positivo da entidade.

Qual a sua expectativa para a eleição?

A minha expectativa é das melhores. Quero, desde já, agradecer às inúmeras declarações de apoio à nossa CHAPA 2 - AEBA para tod@s: União, Democracia e Luta e esperamos que os empregados do Banco da Amazônia percebam que as nossas propostas, que priorizam a AEBA como uma entidade democrática, transparente e de luta, são mais responsáveis e coerentes.

Para restabelecer a DEMOCRACIA e fortalecer a UNIDADE d@s associad@s

Falta menos de um mês para a eleição da nova diretoria da Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA) e já passou da hora de apostar na renovação da entidade para restabelecer a democracia e encaminhar, de fato, a luta em defesa das reivindicações e dos direitos dos empregados do Banco da Amazônia.

É flagrante o atropelo da atual gestão aos princípios estatutários e regimentais da associação. O que se vê é uma direção que privilegia deliberações unilaterais e arbitrárias, avessa a um espaço amplo, público e transparente de debates com a categoria.

Os empregados do Banco da Amazônia merecem representantes comprometidos unicamente com os interesses dos associados e não preocupados em fazer da AEBA um trampolim para ambições políticas e para a conquista de benefícios pessoais.

A diretoria da AEBA prefere ignorar a insatisfação dos associados, que já estão cansados dos conchavos, das ofensas gratuitas e das decisões de bastidores. Da falta de transparência e de vontade política para fazer diferente e trazer a AEBA de volta para o cenário das lutas dos trabalhadores.

E é justamente por causa desse descaso que nós, da CHAPA 2 – AEBA para tod@s: União, Democracia e Luta, nos apresentamos como uma alternativa combativa e atuante, com propostas para mudar a AEBA, fazer avançar a unidade e a organização pela base.

Reunimos empregados de todos os quadros: apoio, técnico-bancário e ténico-científico, com significativa participação feminina – as mulheres representam cerca de 30% da nossa composição.

Queremos uma AEBA que realmente represente os empregados do Banco da Amazônia. Por isso, nos comprometemos a:

» Fortalecer a unidade da categoria para potencializar as possibilidades de conquistas dos trabalhadores;

» Lutar para manter a autonomia e independência da AEBA frente aos patrões e ao governo;

» Repudiar toda e qualquer ingerência governamental e/ou empresarial na AEBA;

» E, principalmente, defender a democracia na AEBA: isso significa que os organismos deliberativos, em particular as assembleias, são intocáveis. Para nós, a decisão da base é e sempre será soberana.